Batemos muito (bem na bola): Fluminense 0 x 2 Grêmio

1 Postado por - 16 de junho de 2017 - Artigos

Parece que nada mais faz falta pro Grêmio.

Quando não temos o centroavante de ofício, armamos o time com um meio-campista a mais e voltamos ao esquema do falso 9. Quando é preciso trocar um lateral, troca-se. Quando o jogo para de render, tira-se um volante, coloca-se mais um atacante e retoma-se o posicionamento original do meio-campo. Quando o juiz marca um gol impedidaço do adversário, o juiz VOLTA ATRÁS. Nada mais faz falta ao Grêmio. Nem gol de falta.

E é só porque ainda falta tanto tempo até chegar novembro/dezembro que ainda fazemos força para (tentar) disfarçar que estamos acreditando tanto no time do Renato. Só a folhinha presa atrás da porta da cozinha ainda é capaz de fazer nossos olhos pararem de brilhar.

Isto que o Fluminense x Grêmio de hoje foi mais um teste para os nervos do time do que para o seu futebol. Já no início do jogo, a proposta dos cariocas era marcar em cima cada jogador gremista que estivesse com a bola perto do meio-campo. Mas diminuir espaços e roubar a bola mais perto do seu campo de ataque é coisa que a gente faz muito bem. Eles faziam como quem tá com tanta fome que acaba mordendo o guardanapo junto com o sanduíche (no caso, o guardanapo era o tornozelo e a canela de algum dos nossos).

E nesta fome desvairada fizeram a falta na nossa intermediária de ataque. E o Renato disse pro Edílson bater e o Luan foi pra barreira. E o Edílson mandou aquele PATAZO – vejam e revejam clicando aqui (e aproveitem pra perceber que o Luan se abaixa o tanto exatinho, na hora exatinha pra bola passar incólume pela barreira e pegar o Júlio César no contra-pé). Um gol de falta que nos fazia falta desde há muito tempo.

Aí veio o lance do gol impedido, que foi marcado e desmarcado. Dedicaremos ao assunto apenas o necessário: não foi gol.

É claro que o Fluminense – desvairado desde o início e, naquele momento, perdendo e achando que tinha feito um gol  – ficou ainda mais desvairado. E assim o primeiro tempo deles virou uma correria cheia de trombadas, bateção de cabeça e jogador caindo no chão. No meio disso aí, não jogamos mais muita coisa.

Veio o segundo tempo, ânimos amainados pelo intervalo.

O Fluminense botou um pouquinho a bola no chão e resolveu não maltratá-la tanto quanto maltratava a nossa paciência no primeiro tempo. Nos primeiros 3 minutos, finalizou duas vezes com algum perigo. Depois disso, com menos correria deles, o jogo ficou mais jogado. Foi possível até ver o Grêmio controlando a posse de bola como de praxe.

Ainda assim, não estava funcionando bem. A avaliação do Renato foi de que era preciso mudar de volta para o esquema anterior e tirou Maicon para a entrada de Éverton. Em seguida, trocou Pedro Rocha (abaixo da média na recomposição da defesa no segundo tempo) por Fernandinho, apostando no pulmão do esforçadinho pra correr entre o ataque e a defesa.

O jogo seguiu sendo jogado e só porque ainda falta alguns milímetros pro iludômetro explodir, chegamos a pensar: ai ai ai, e se eles encontram um gol agora?

Mas aí eles fizeram outra falta. Luan e Edílson debateram quem batia. Bateu Luan. Gol. De falta. De novo.

Pra faltar só aquele um pontinho.

Momento exato em que o capitão Maicon pensava o que falta pro Grêmio e não conseguiu lembrar de nada. (FOTO: NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.)

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6 + comentários

  • betho 16 de junho de 2017 - 04:12 Responder

    O time não jogou nada com Maicom de novo Acorda renato 4 volantes não dá, o time fica preso, lento, sem criação, sem força ofensiva e sem contra ataques. Só criamos chances de gols quando o Renato re equilibrou o time colocando um atacante no lugar do Maicom.

  • Ezio 16 de junho de 2017 - 09:53 Responder

    Gol na mais absoluta banheira, só faltou a toalha e o sabonete kkkkkkkkkkkk. Realmente foi um jogo pra mostrar pro Renatão que hj NÃO tem lugar pro Maicon no time. Não tem como tirar nem Michel, nem Arthur e nem o Ramiro do time. Outro ponto show do time foi a versatilidade do Luan que tanto foi o falso 9 como tb fez a função do Douglas. Edilson novamente tomou conta da lateral e Cortez cada vez se mostra uma chegada a mais do time. Muito do crescimento ofensivo do GREMIO mesmo voltando ao esquema sem centroavante de oficio se deve as chegadas do Cortez a frente coisas que inexistiam com o Marcelo Oliveira. Sem esquecermos do conjunto que melhora cada vez mais e principalmente em tempos como hj que o Brasileiro é longo e ainda tem as demais competições elenco e conjunto é tudo. Torço e mto pra que o final do ano não me desminta mas o GRÊMIO está no caminho certo. VAMO GREMIO !!!

    • Ezio 16 de junho de 2017 - 09:54 Responder

      O gol que me refiro é o anulado do Fluminense pra deixar bem claro

  • vredin 16 de junho de 2017 - 10:11 Responder

    O Grêmio não joga com 4 volantes, por favor né. Mesmo assim 3 é demais. Acho que não custava fazer um teste e colocar o Maicon no lugar do Michel pra fazer a primeira volância. Talvez perca um pouco do poder de marcação do Michel, mas a inteligência e o refinamento do passe do nosso Capitão possam suprir essa questão. Ganhamos muito na saída de bola com o Maicon, principalmente em jogos como o de ontem que o adversário marca pressão.

    Mas enfim, Renato já cansou de provar que sabe o que faz. E se tem uma coisa que ele não é, é teimoso. Confio que ele vai saber resolver essa questão com tranquilidade.

  • Artur Wolf 16 de junho de 2017 - 11:29 Responder

    Geralmente não gosto muito do que Renato fala depois dos jogos.
    Mas ontem ouvi o que há muito tempo esperava.
    “O Grêmio tem que jogar fora da mesma forma que joga em casa, defendendo e atacando na hora certa””
    “Digo para meus jogadores não tenham medo de errar…..tentem a jogada”
    Este é o discurso de quem quer ser campeão, de quem sabe o que está fazendo. Não se acadelar fora de casa como infelizmente vimos tantas e repetidas vezes fazerem com a camisa do Grêmio.
    Parabéns Renato!
    O Grêmio apresenta o que há muito tempo não se via: consistência, REGULARIDADE.
    Este meu xará Arthur joga demais e sem dúvida a REGULARIDADE do time passa por ele, coisa que Maicon não conseguia manter.
    Temos GRUPO mas Arthur e Geromel são insubstituíveis.

  • David 16 de junho de 2017 - 14:11 Responder

    prezados, gol de escanteio e golS de falta, uma partida pós outra, realmente esse ano acredito em coisas grandiosas. Algo acontecerá.

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