De olhos bem abertos: Grêmio 2 x 1 Godoy Cruz

0 Postado por - 10 de agosto de 2017 - Artigos

Quando aquela bola improvável do Cazares cruzou um campo e meio e encobriu Marcelo Grohe, empatando a finalíssima da Copa do Brasil na Arena, muita gente não viu. Há quem diga, inclusive que tal gol nunca existiu. Já comemorávamos, olhos já estavam ocupados em chorar e o resto é história. Inclusive, esta nossa confiança cega de que A Taça virá.

Mas ontem, a bola de Correa que pegou Grohe novamente adiantado todo mundo viu. Com olhos arregalados. E este talvez tenha sido o grande mérito daquele gol.

O fato de entrarmos para enfrentar o Godoy Cruz com dois volantes volantes – Maicon no lugar da joia rara Arthur – já era um sinal de que, diferente da empolgada torcida, Renato tinha pelo menos uma sobrancelha levantada. Não sem razão. Os sustos do início do jogo podem em parte serem colocados na conta de um time que entrou em campo desacostumado com volantes jogando lado a lado e precisou se encontrar na marcação, mas nunca é demais lembrar que dificuldade na marcação também é criada pelo time adversário. E diferente do jogo sob o dilúvio na Argentina, o Godoy Cruz chegou disposto para o jogo e não para a botinada.

Ainda assim – e vejam só como as coisas mudam em tão pouco tempo no Reino Sagrado de Pedro e Walter –, é importante saber se Renato levantou as duas sobrancelhas, porque ontem nossa defesa não foi tudo aquilo que vem sendo há mais tempo, inclusive, que o time como um todo. Michel esteve desatento, Cortez falhando perto da área, Maicon inseguro entre assumir ou não assumir a ligação das jogadas e até deus Geromel pareceu estar menos onisciente.

Mas é vital ressaltar: abrir os olhos é muito diferente de sacar a corneta. E apontar falhas é muito diferente de ser contra o alento. Este time do Grêmio mostra que a chave da sala de troféus se chama equilíbrio.

Como o que no final das contas alcançamos ontem porque – e vejam só como as coisas mudam em tão pouco tempo no Sétimo Círculo do Inferno da Vaia a Pedro Rocha e Luan – o time todo jogou bem no ataque.

Ramiro apareceu em tudo que é canto. Cortez e Léo Moura apoiaram. Barrios serviu. Luan deixou muita gente tonta. Geromel armou contra-ataque. E ele, Pedro Rocha.

(Foto: LUCAS UEBEL / Grêmio FBPA)

No gol do empate, ele estava ocupando, como vem fazendo sempre, os espaços abertos pela movimentação gloriosa de Luan entre as linhas. Desta vez, o espaço do centroavante, para aproveitar o cruzamento dulcíssimo de Barrios, o garçom oportunista.

No gol da virada, de novo. Ocupando o espaço do rebote. A trave evitou o que seria um belo gol (e merecido) de Barrios, mas Pedro Rocha estava lá. E nada, então, evitou que a Arena fosse novamente assolada por um momento de cegueira coletiva.

Agora, voltemos ao normal: A Taça só poderá ser vista de perto se mantivermos os olhos bem abertos.

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1 comentário

  • Ezio 10 de agosto de 2017 - 17:57 Responder

    El Tomba (como os Godoy Cruz é apelidado na Argentina) jogou a rigor somente os 10 primeiros minutos do primeiro tempo. Inclusive no gol deles o GRÊMIO já era dono do jogo. Foi um placar que não diz o que foi a partida praticamente só o GRÊMIO jogou. Vejo mtos criticarem Grohe no gol mas dessa vez não vejo tanta culpa dele. Talvez ele tenha se adiantado demais mas se o parâmetro for esse então que se jogue na fogueira todos os goleiros do planeta porque todos ficam adiantados quando a bola está longe da área. Prefiro acreditar em méritos totais do jogador deles que pegou na veia. Avaliando o restante do time, Geromel é a categoria de sempre, Luan foi um pouco mais discreto do que o normal mas mesmo assim sua participação no segundo gol foi decisiva. Barrios foi um dos melhores em campo (pena que faltou o gol mas isso em nada desabona seu grande jogo). Pedro Rocha anda jogando uma bola de encher os olhos e parece que colocou os pés na forma. O negativo pra mim foi a entrada do Maicon, o time fica travado demais com ele em campo. Maicon tem seus méritos mas pro estilo do time ele está destoando, hoje ele disputa vaga com o Michel (vai fazer falta no próximo jogo ninguém hj carrega o piano como ele). Hj acompanharei Botafogo x Nacional, na minha opinião o GRÊMIO passa por qq um dos dois mas o Nacional tende a complicar mais pelo peso da camiseta. Só que camiseta por camiseta sou mais a nossa. E VAMO GRÊMIO !!!!!!

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