A festa nunca termina: Grêmio 2×1 Lanús. TRICAMPEÃO DA AMÉRICA!

0 Postado por - 30 de novembro de 2017 - Artigos

Foi a Libertadores mais fácil de todos os tempos. E isso é inegável. Nunca antes na história desse campeonato um time foi tão SUPERIOR aos seus adversários. O Grêmio era o time do segundo grau jogando inter-séries com a sexta série. O time reserva do Grêmio era superior aos seus adversários. Eles se esforçaram muito, mas não conseguiram chegar aos pés do tricolor. E isso é fato. O Grêmio esteve o tempo todo um degrau acima. Foi o melhor Grêmio de todos os tempos. Como é que alguém ousou entrar em campo pra nos enfrentar?

Talvez essa fosse a única dúvida do torcedor. E ela estava lá escondida no meio das camisetas no armário. Dentro da alto estima que ainda cheirava forte como a naftalina da desconfiança. Era dela que tínhamos vergonha. Era por ela que tínhamos receio de não ser campeões. Porque por muito tempo disseram que o gremista era arrogante. E teve muita gente que acreditou. Que não viveu os anos 90, quando tudo o que o Grêmio fazia não era o suficiente para o reconhecimento da comunidade humilditária de Porto Alegre. O Gremista, antes de tudo, tinha medo de ser campeão assim, sobrando. Inventamos temores, mandingas. Tudo pra não admitir a grandeza desse time de 2017.

Ainda bem que esses tempos se foram. Se tem uma coisa que o Renato ensinou para esse time do Grêmio é acreditar em si. Jogar pela vitória sempre. Porque nunca vai ser suficiente. Porque nunca vão dar o braço a torcer. Nunca receberão a admiração de 100% do estado. Do país. O “todos contra o Grêmio” não é uma face das grandes teorias da conspiração mundial. É que simplesmente dói admitir que o Grêmio é o melhor time da América. E não pode doer no seu torcedor admitir isso. Esse tricampeonato ensinou o torcedor a admitir a sua grandeza. E que não é feio reconhecer o óbvio.

Enquanto na Argentina o Olé se rendia ao Grêmio, aqui havia quem tivesse visto o time grená de lá como um Caxias com Grife. E, claro, o título vale menos quando não se enfrenta um time com “camisa pesada”. A camisa mais pesada da América do Sul é a do Grêmio. Logo, não tem como o Grêmio ser campeão jogando contra o Grêmio. Aprendemos isso. Nos unimos, torcida, jogadores e dirigentes. E mostramos isso massacrando o time que chegou até a final da Libertadores através de um palito de picolé premiado. O Lanús não resistiu ao peso das camisas do Grêmio. Da minha, da tua, de quem já nos deixou, do Pavilhão, do Gessi, do Mazaropi, do Grohe. Foi o único grande que os argentinos enfrentaram na Copa.

Por falar em grande, que grande noite. Que enormidade de time. Grohe fez uma defesa difícil no único chute a sério do adversário em três tempos de 45 minutos. Se o Lanús teve um sopro de esperança com o primeiro tempo que fez na Arena, Renato, aquele que não estuda, usou o drone pra ler o adversário e estrangular a retranca gringa. Renato que não treina, que precisa se atualizar, foi o único a ver que jogar espelhado do adversário, com marcação encaixada, arriscando a sobra, era a única maneira de neutralizar o vistoso futebol grená. Nenhum “analista tático isento” viu isso. E foi partindo desse posicionamento tático do Grêmio que o confronto não deu nem graça.

Porque no um contra um o time do Grêmio sobrou. Arthur mandou no jogo. Fernandinho foi mágico. Roubou uma bola no meio do campo, correu e fuzilou o goleiro. Essa libertadores estava tão fácil que o Luan sobrou pra cima do goleiro adversário na cavadinha do segundo gol. Gols esses que podiam se multiplicar: Barrios perdeu dois claríssimos e Luan também perdeu o seu. Depois do gol deles, de pênalti, na segunda chance de verdade do time adversário. Mas já estava tudo decidido.

A Libertadores mais fácil de todos os tempos foi a mais fácil de todos os tempos porque esse é o maior time de todos os tempos. Um time que estava destinado a ser campeão desde o início. Que comia grama, que sofria, que aprendia com cada adversário e fazia isso rindo, sem suar. Sem mostrar o quão difícil foi cada minuto. Todo jogo pareceu fácil pra quem não estava dentro das quatro linhas (EDÍLSON, 2017). O Grêmio foi o Super Homem que não desfaz o volteadinho do cabelo na testa enquanto se arrebenta todo pra salvar o planeta. Só que, no fim, acabamos com o planeta. Foi mal.

Somos os merecidos tricampeões. Os caras que tentam diminuir isso são cuzões. E nada mais importa.

“O Grêmio é grande. O Grêmio é forte” (DUTRA JR, A. – @blogdomosq no twitter).

PS: Esse pós-jogo foi extremamente atrasado por motivos de TRI CAM PEÃO…. TRI CAM PEÃO…

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1 comentário

  • Ezio 1 de dezembro de 2017 - 13:08 Responder

    Esperava mto esse post Fagner e parabens pelo bom texto. De fato o time tricampeão de 2017 é um time diferenciado. Se os times de 1983 e de 1995 primavam pela garra e de arrastar a bunda na grama o de 2017 se caracteriza pelo fino trato com a bola. O gol do Luan foi de encher os olhos. Cortez é outra virtuosidade em campo seus avanços levam o adversário a loucura. Geromel e Kanneman estão já imortalizados entre as duplas de zaga eternas do GREMIO assim como De Leon e Baidek (o Bressan de 1983) e Rivarola e Adilson. Se o Brasil ambiciona levantar a próxima Copa é imperioso que não só o Geromel seja titular da zaga como também o capitão do time. Grohe retomando o posto de melhor goleiro do Brasil na melhor hora que poderiamos imaginar embora em uma seleção formada pelos jogadores dos 3 titulos ainda prefira escalar o Danrlei. Embora o time de 2017 seja pelo menos 80% futebol vistoso ainda temos jogadores que preservam a velha escola copeira e guerreira imortal que são o Ramiro e o Michel. Enfim esse time é diferenciado e deve sim ser lembrado pelos próximos 20 ou 30 anos. Em minhas orações agradeço por ter visto esse time jogar e tenho mtas esperanças que cometamos o crime pra cima do Real.

    VAMO GREMIO !!!!

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