Final não se joga, se ganha

0 Postado por - 26 de outubro de 2018 - Artigos

Taça da Liberta só serve na cabeça de um a cada ano
Foto: divulgação Conmebol.

Têm-se dito, e com razão, que as semifinais desta Libertadores poderiam ser, tranquilamente, finais. Os 4 esquadrões que as disputam são dignos de título, isso sem sequer mencionarmos ou entrarmos no mérito do peso de suas camisas. E, pelo que se viu nos jogos de ida, os times entenderam que o caneco da LA só serve na cabeça de um capitão por ano.
A copa, por sua fórmula, tem peculiaridades que a diferenciam do formato de pontos corridos do Brasileirão ou outras ligas mundo afora. Em pontos corridos, a possibilidade da recuperação ali adiante de pontos outrora perdidos gera uma certa tranquilidade, um relaxamento quase permissivo à uma noite de sono tranquila ante uma partida importante. Não sou contrário ao formato, na verdade o oposto, acho uma fórmula justa e que premia a regularidade e competência de planejamento. Mas fico feliz por termos, paralelo à isso, a Copa do Brasil ou as copas continentais em fórmula de ida e volta. Sou adepto do equilíbrio.

Partidas de copa criam ídolos em 180 minutos. Às vezes até em 90. Geram escalações que serão lembradas por gerações de torcedores e apreciadores do futebol (às vezes de artes marciais). Gols em copa decidem vidas, de atletas, treinadores, dirigentes e torcedores. Decisões de copa definem tendências do jogo futebol em si, suas táticas e formatos.
Partidas de copa são finais. E final não se joga, se ganha. E nisso o Grêmio deu aula na Argentina, contra o River Plate. Em alguns anos, se vocês quiser definir um time copeiro, mostre esta partida. O Grêmio desfalcado de seus melhores jogadores, contra um adversário completo, teve menos posse de bola, mas também não deixou o adversário jogar aos toques. Tomou alguns sustos, em chutes fortes de fora da área, mas respondeu da mesma forma. E, por fim, a cereja do bolo, o gol de bola parada. Marcado por um volante. Que vinha parado por lesão. DNA copeiro puro.
Não esqueçamos agora que ainda temos a segunda perna. Mais 90 minutos de jogo pegado, disputado a cada polegada de grama, comida junto com a bola, quadrada se preciso for. Semana que vem é final, e FINAL NÃO SE JOGA, SE GANHA.

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