Por que o Miller saiu? Mais uma faceta da homofobia no futebol.

0 Postado por - 30 de agosto de 2017 - Artigos

As notícias do final do dia de ontem colocam como certa a saída do Miller do Grêmio. Depois do Odorico afirmar que o jogador não queria mais jogar aqui, no último dia 25, e das histórias que tinha proposta pra jogar no México. Parece que é pra lá mesmo que ele vai. E eu não hesito em afirmar que ele sai do Grêmio porque o torcedor do Grêmio é homofóbico. Não que os outros não sejam. A sociedade brasileira é, em sua maioria – se não numérica a que faz barulho. E essa é mais uma prova de que homofobia só prejudica o clube. E ninguém tá dizendo que ele é gay. Foi um boato espalhado no whatsapp que disse. Um boato que incomodou ele a ponto de não querer mais ficar em Porto Alegre.

O autor do gol do título sai porque o torcedor é babaca.

“Nada a ver, ele nem era tão bom jogador assim”. Então tá. O autor do primeiro e último gols do título da Copa do Brasil do ano passado era o melhor jogador do Grêmio quando se lesionou. O Barrios era reserva porque o Miller não deixava ele ser titular. Todo mundo ficou apavorado quando ele se machucou não tinha reposição. O Renato conseguiu colocar o Luan no seu lugar e o Grêmio seguiu jogando muito. Aí o pessoal esquece até do Douglas. Então é uma mentira descarada dizer que ele saiu porque não tem bola pra jogar aqui. Joga fácil em qualquer time do mundo.

“Mas ele só se lesiona”. O Douglas tá lesionado há bem mais tempo. Ninguém foi lá inventar polêmica no whatsapp. Aliás, todo mundo sabe que o nosso 10 se esbalda. Voltou roliço. E ninguém foi confrontar ele em lugar nenhum. Inclusive prestigiaram o lançamento da cerveja com a “marca” dele. Tudo extracampo. Ninguém se preocupou com a fama de cachaceiro. O Miller teve tanto azar que foi quebrado no ano passado e depois se quebrou sozinho nesse ano. E há estudos que indicam que jogador pode até mesmo desenvolver depressão com um quadro desses. O atleta é o menos “culpado” nessa questão aí.

“Mas ele tava usando drogas”. Bom, essa é a primeira parte do boato que o Odorico citou. A parte do “pó-pó”. Miller já teve histórico com drogas. Aliás, não só ele. Arroyo também. O caso se deu em 2007. Ninguém inventou nenhuma linha sobre o Michael. E mais: o atleta NÃO ESTAVA jogando. Não era passível de antidoping. A droga pode ser detectada até 22 dias depois do uso no exame de sangue. Se ele realmente ainda curtisse uma cocaína o problema é dele. Parando de usar 22 dias antes de entrar em campo não pega nada pra ele nem pro Grêmio. E a torcida é tão benevolente com usuário de cocaína que o último identificado com a tricolor que afirmou usar não apenas recebeu apoio como foi eleito deputado estadual. Então a torcida do Grêmio sabe dar carinho a um doente (todo o viciado é um tipo de doente).

E o que sobrou? Bem, a parte do “cu-cu”. Todo o gremista que tem whatsapp já recebeu o áudio do cara locão falando que o Miller andava tendo relações sexuais pela noite porto-alegrense. Aliás, a Geral fez musiquinha (se não fez, cantou) dizendo que ele ia pro Dominó (um puteiro de POA) pra ser “o machão”. Que ele não era gay, que não tinha um namorado negão, como o áudio fala. E sabem de uma coisa? GRANDES MERDAS o que um atleta faz com o seu próprio cu, ou pau, ou qualquer outro membro do corpo em relações sexuais. É tudo dele, ele dá/come o que quiser. Se quiser foder com uma árvore e bancar o Sergei azar o dele. O que me interessa como torcedor do Grêmio é o que faz com o pé (ou a cabeça, o joelho, sei lá) dentro de campo. E ele já mostrou que é craque no quesito.

Quem deixou o atleta desconfortável? Quem espalhou o boato? Por que o boato era espalhável? Por que diabos o torcedor tem que se preocupar com o cu dos outros? Ninguém pensou que o atleta pudesse estar deprimido depois de tanta merda ocorrida no país com o maior número de deprimidos no mundo? Porque falaram em “viadagem”. Aí a torcida do Grêmio não perdoa.

A homofobia é a norma. Não perdoou o Bilica e o Capone. Não perdoou o Pingo e o Jamir. Não perdoou o goleiro Emerson. Todos profissionais que tiveram boatos desse quilate espalhados quando jogadores do Grêmio. Rebaixados ou campeões, lesionados pelo Melancia, nada parece interessar. Só manter o futebol e o Grêmio como “coisa de macho”. Motivo pelo qual pessoas auto-identificadas como “da Geral” espancaram gente da Tribuna 77 depois do jogo contra o Avaí na Arena: roubar um trapo comemorando a Coligay. A homofobia é a norma na torcida do Grêmio. E estamos perdendo um craque por causa dela. A simples “acusação” de que um atleta “dá o cu” (ou come cu de homem, tanto faz) já é suficiente pra fazer o atleta não prestar mais. Pra não ser mais craque. Pra virar perna de pau. Pra ser escorraçado. Para que seu profissionalismo seja questionado. Tudo desculpa. Tudo cortina de fumaça pra homofobia.

Foi a primeira vez que essa babaquice trouxe prejuízo financeiro ao clube. A incontabilésima vez que alguém sai machucado por causa dela no Grêmio.

O mais triste é que a notícia da saída do Miller se deu no dia da visibilidade lésbica. E elas, felizmente, podem ser quem são no futebol feminino. Mais um motivo para a modalidade dar de goleada no masculino.

A centroavante da seleção Australiana Michelle Heyman. Foto: do site de Danielle Warby

OBS1: o título do texto até as 14 horas do dia 30/08 era “Por que Miller saiu? Homofobia”. Embora esse texto seja uma organização de argumentos para mostrar que a homofobia foi importante – e eu diria central – para deixar o atleta desconfortável em Porto Alegre não foi o desconforto o único motivo alegado pelo jogador e admitido pelo vice presidente de futebol. Então mudei o título porque, não, não foi o único motivo da sua saída, como o título dava a indicar.

OBS2: Os boatos surgiram estouraram nas redes sociais no fim de junho, antes mesmo da lesão no púbis. Ou seja, mais de um mês antes do jogador pedir para não enfrentar o Atlético Paranaense. E a alegação foi justamente porque “não tinha cabeça”.

OBS3: A homofobia não é apenas um xingamento homofóbico. É um comportamento. E, nesse caso, credito ao medo (fobia) da existência de um homossexual no elenco como motivo das cobranças. O texto aqui mostra que a torcida já foi benevolente em casos similares onde não havia esse medo. Isso não tem nada a ver com a sexualidade do atleta (fiz ajustes no primeiro parágrafo para deixar isso mais claro). Ele ser gay ou não não faz a menor diferença.

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33 + comentários

  • TOMA NO CU FAGNER 30 de agosto de 2017 - 00:55 Responder

    Apaga essa merda de texto e o site junto, se é pra falar merda vai abrir a boca dentro do vaso, nunca li tanta merda envolve o Grêmio, foda-se site lixo e “escritor” lixo, post é tão ruim que não da pra ler tudo.

  • dexter holland 30 de agosto de 2017 - 05:58 Responder

    >>> Bolaños se sometió a la prueba luego de participar del juego ante Olmedo (2-0), en Riobamba, válido por la penúltima fecha de la segunda fase, disputado el pasado 3 de octubre. Aguilar lamentó este caso y explicó que “el futbolista dio positivo por el uso de cocaína. <<<

    Quanto simplismo. Quanto preconceito. Esse texto tem 2 resultados principais:

    1- Denegrir a causa. Isso mais prejudica do que ajuda.
    2- Denegrir o clube.

    Há tempos não lia um texto tão ruim. Já deveria ter parado de ler esse site antes…

    • Fagner 30 de agosto de 2017 - 10:28 Responder

      1- Denegrir é “tornar negro”, um termo tradicionalmente racista. Procure evitar a todo custo.
      2- Eu não culpei o clube pela saída do jogador em momento algum. Culpei a homofobia que deixou o cara desconfortável em POA.

      Saludos,
      Fagner

      • dexter holland 30 de agosto de 2017 - 12:07 Responder

        “Termo tradicionalmente racista”. Diga isso a um racista que emprega impropriamente o termo. Tornar algo negro/escuro também remete à falta de luz, o preconceito está em você.

        Culpar a palavra por algo é como culpar a arma pelo tiro efetuado.

        • Fagner 30 de agosto de 2017 - 14:07 Responder

          O preconceito está em achar que a escuridão é algo ruim. É só falta de luz, como tu mesmo colocou. Só é diferente, não pior.

          Saludos,
          Fagner

  • Ratofx 30 de agosto de 2017 - 07:29 Responder

    Que triste, não recebi áudio nenhum, eu moro longe, mas mandar o cara embora por qualquer coisa menos desempenho é ridículo. Outra coisa ridícula é encher o saco do cara, se for gay foi o gato que fez o gol do título, e pra mim tá bom. Já da cocaina é mais complicado, realmente é difícil de conciliar com o esporte profissional. Mas que teve campanha enchendo o saco dele faz 2 meses pela IVI, isso ninguém acha estranho? Passou da hora de deixarmos de ser babacas com a sexualidare aleia, e de parar de ler esses bostas da imprensa

  • Ezio 30 de agosto de 2017 - 08:46 Responder

    Fagner texto simplesmente lamentável. Miller pode se queixar de qq coisa menos do GREMIO e da torcida. Vamos considerar algumas coisas:

    1. Miller é jogador profissional e de um clube do porte do GRÊMIO logo ele passa a ser uma pessoa pública então tem que ter consciência que está sujeito a zoeiras de todo o tipo. Aqui em SP mesmo vivem zoando jogadores. Rogério Ceni é campeão de zoeiras e sempre com insinuações de que ele é gay se ele fosse ficar dando bola pra cada zoeira no whats que fazem dele. Ronaldo Gordo principalmente depois do lance de ele ter ido procurar travecos é outro que virou figurinha carimbada nessas zoeiras de rede social. Onde quer que o Miller vá agora sempre vão fazer esse tipo de insinuação ainda mais que ele “acusou o golpe”. Não quer lidar com zoeira de torcida então não seja jogador profissional de um grande clube, simples assim.

    2. Miller ao contrário do que tu insinua tinha moral com a torcida. O apoio dado a ele depois das contusões foi mto maior que por exemplo dado ao Kleber Gladiador. O que queimou o filme dele foi esse festival de palhaçadas que começou a fazer. Eu mesmo era a favor da permanência dele mas encheu o saco o mimimi que ele começou a fazer.

    3. O GRÊMIO tanto por parte do Renatão como tb pela direção tentaram ajudá-lo mas o problema é que ele próprio não se ajudava. Renatão chegou publicamente a declarar que “estava fazendo o possível pra dar uma força pro Miller mas que não dava pra ficar passando a mão na cabeça”. Isso me parece óbvio que se tratava de corpo mole.

    Resumindo em minha própria opinião o Miller deveria seguir e acho que ele seria um grande reforço pro que resta do ano só que o grande problema é que ELE Miller parece preferir ficar de mimimi ao invés de cavocar seu lugar no time. Se é pra ficar de mimimi então que ele vá embora. Quem vai sofrer as consequências vai ser o próprio Miller uma pq vai se esconder em um time lá nos cafundós do México. Eu acompanho a Liga MX e o Tijuana nada mais é do que um Ypiranga deles e o Miller não é mais tão guri pra despertar a atenção do América ou do Chivas ou do Cruz Azul ou dos Tigres ou dos Rayados ou dos Pumas e vamos ver até onde ele vai ficar visivel pra jogar em sua seleção.

    P.S.: Lamentável o site não ter postado um texto comentando do incidente racista envolvendo um torcedor botafoguense (já que se prestou por exemplo a se compadecer pelo mimimi do Miller) e o dois pesos e duas medidas adotado pelo STJD. Com o GRÊMIO bastou uma imagem de uma guria falando besteiras pros caras tirarem o GRÊMIO da Copa do Brasil. No caso carioca teve até B. O atestando o insulto e os canalhas abafaram o caso (bem como a mídia hipócrita brasileira). As vezes o site parece ser mais contra o GRÊMIO do que a IVI e a midia nacional.

    • Fagner 30 de agosto de 2017 - 09:48 Responder

      1- sexualidade da pessoa não é motivo de piada.
      2- o tal “mimimi” foi relacionado pelo Odorico como parte da inadaptação do atleta ao lugar – e um dos motivos alegados pelo VICE DE FUTEBOL são os boatos. E eles começaram ainda no mês de JUNHO – ou seja, antes do “mimimi”.
      3- Crises de depressão e ansiedade são um problema bastante grande. Em nenhum momento aqui eu questionei a ação da direção ou do treinador, mas a pressão da torcida por “não entender” ele. E o depoimento que tu falou do Renato se deu DEPOIS dos boatos. Eu recebi o áudio no dia 03/07, nem o pubis dele tinha estourado ainda. A fala foi depois que ele pediu pra não jogar contra o Atlético PR, já curado.

      Agora imagina se o próprio Miller é homofóbico e pra ele é o fim da picada ser chamado de gay. Sem entender o idioma completamente, em um país distante (imagina se aquele dia que ele foi pro Equador foi justamente pra explicar pra família que o áudio que eles receberam era invenção), não sabendo se tão rindo da cara dele e sendo interpelado por torcedores homofóbicos em um restaurante. E fodido por não poder jogar, que é o que poderia fazer todo mundo esquecer o extracampo. E, pior, não ser a primeira vez que essa merda toda aconteceu. Não é só “mimimi”. Tem um potencial claríssimo pra uma crise depressiva. E parte dela é por uma coisa que não tem nada a ver com ele, que não é gay mas é obrigado a SE JUSTIFICAR. Esse é o papel da homofobia no caso.

      O site postou o texto do Léo Gerchmann no facebook (https://www.facebook.com/GremioLibertador/posts/1419662141450493). Eu particularmente não vim aqui postar nada porque já cansei de falar nisso no caso Aranha (que é o relacionado diretamente com a nossa torcida).

      • Beckistuta 30 de agosto de 2017 - 10:09 Responder

        1. Concordo, mas acontece com a maioria das pessoas públicas. Por isso, principalmente no caso de atletas, são muito bem pagos e tem toda uma estrutura profissional por trás (terapeutas, médicos, etc).

        2. Uma parte. Não justifica o todo. O texto generaliza e coloca o foco principal no boato e na suposta homofobia. E os vídeos que o próprio compartilhou em redes sociais? As dezenas de pessoas que viram ele festando enquanto “não tinha cabeça” para entrar em campo ou não curava lesões?

        3. A torcida entendeu até onde deu.

        Talvez ele tenha ido para o Equador explicar para a família sobre o boato. Talvez tenha ido para explicar seu próprio comportamento nos últimos meses. Você tem o real motivo? Se sim, compartilha.

        Esse texto chega a ser leviano, para não utilizar outros adjetivos.

  • Tiago 30 de agosto de 2017 - 09:05 Responder

    Adorei o texto, só lamento os dois imbecis que comentaram antes de mim. Eles provavelmente fazem parte da torcida homofóbica, e daí é muito mais fácil negar o que você escreveu.

    Grande abraço

  • Charles 30 de agosto de 2017 - 11:10 Responder

    Homofobia? Tenha santa paciência…
    Este blog, formado da geração pós 80, milenials, geração do mimimi, da culpa pelos males do mundo, homofobia, racismo, … traz pra si, e para o Grêmio nas suas interpretações, a responsabilidade do fracasso do Aranha, do Bolanos,… não precisaríamos de um jogador muçulmano? Um transexual?
    Ate ano passado nenhum dos colaboradores tinha visto, analiticamente, um grêmio campeão, adolescentes que eram… suas referencias são Sandro Goiano e Tcheco.
    Ler o blog e uma experiencia sociológica sobre a geracao dos blogueiros, geracao de torcedores, mas nunca uma boa leitura de jogo, analise de jogadores. Falta cancha pra rapaziada, muita emoção, pouca analise.
    O politicamente correto vai matando aos que dele se investem (mas cheios de culpa e razão).
    abs

    • Vitor_VEC 30 de agosto de 2017 - 12:40 Responder

      Segura a onda aí, maluco. Que aqui tem gente que só viu o grêmio pós bi rebaixamento, sim. Mas tb tem gente que estava com PAULO ISIDORO na campanha de 81. Se duvidar, há quem tenha visto o gol do Iura, aquele que é o mais rápido de todos os grenais.
      Então é o seguinte : pensa antes de ir numa caixa de comentários destilar venonos apenas por discordar de uma ideia.

  • Marcos Piccinini 30 de agosto de 2017 - 11:30 Responder

    Lendo teus textos sempre contra a torcida do Gremio: homofóbica, racista, que assiste o jogo em pé e tu não consegue ver etc… Me pergunto o por que tu continua? Acho que não tem nada de bom no Gremio no teu ponto de vista a não ser esse oásis de moralismo que é o Gremio Libertador. Inúmeros serviços prestados ao clube. Essa posição de culpar a torcida do Gremio é lamentável. Somente quem não vai ao estádio pode dizer que o jogador não teve apoio. Foi aplaudido até quando entrou contra o Avaí e fez uma partida péssima voltando de lesão. Jamais a torcida do Gremio vaiou ou confrontou o Bolaños, sinto muito te informar. E olha não sei se já passou na tua cabeça que talvez a torcida do internacional tenha feito o áudio e disseminado e muitos que falaram nas mídias sociais sobre esse assunto são jornalistas assumidamente pagos pelo internacional e demais “influencers”.
    A saída mais fácil e covarde em busca de clics desse blog falido é linkar a torcida do Gremio a machismo, homofobia e racismo. Sempre se colocando do lado de fora da torcida do Gremio e não de dentro. Não vejo escrito “nós torcida do Gremio”, mas leio “aí a torcida do Gremio não perdoa”. Deve ser porque vocês de fato não fazem parte da torcida do Gremio.

    • Fagner 30 de agosto de 2017 - 14:12 Responder

      Se a torcida do Grêmio fosse formada exclusivamente de gente assim pode ter certeza que eu já teria largado o futebol. Felizmente tem muita gente resistindo. E, só pra te avisar, eu recebi o áudio de gremistas. E muitos outros também. Vai lá nas pesquisas avançadas do twitter e vê o que vários gremistas falaram sobre cucupópó no dia 29/06/2017. E pode ter certeza: não vai ser a tua régua que vai medir o meu gremismo.

      Se a preocupação fosse caçar cliques pode ter certeza que eu faria exatamente o contrário.

      Saludos,
      Fagner

      • Marcos Piccinini 30 de agosto de 2017 - 14:50 Responder

        Engraçado porque no teu texto tu generaliza ( a homofobia é norma na torcida do Gremio ou a torcida do Gremio não perdoa) e agora tu diz que tem muitos resistindo. Meu problema com tuas críticas a torcida do Gremio é justamente esse tu não isola os fatos tu joga a “torcida” de um lado e tu de outro como se tu não fizesse parte da torcida. Tu recebeu o áudio de gremistas então quer dizer que foi a torcida do Gremio que criou isso? Tua pesquisa no Twitter? Ah por favor… Pq não houve nada nos treinos do Gremio ou nos jogos por parte da torcida contra o Bolaños? Ele deve ler muito os comentários da torcida do Gremio. Olha ouvi de gente de dentro do Gremio ( tenho relação de amizade com um dos medicos) que o problema dele não é ser gay é mulheres e noite. Ele inclusive é casado com uma mulher e tem 2 filhas. Não que isso seja importante no debate, mas o fato é que não foi nada que a torcida fez para que ele fosse embora. O que fez ele querer sair foi o ambiente que ele criou dentro da sua casa e com o clube se negando a jogar inclusive. Uma situação inadmissível.
        Não tem um fato que comprove a tua tese. Tu sabe que essa polêmica barata (pq é infundada) gera comentários e views de gente que não concorda contigo.

        • Fagner 30 de agosto de 2017 - 15:38 Responder

          Sempre o “tenho amigos dentro do Grêmio” que é, até, a origem de muitos dos boatos. Como eu falei, não interessa se ele é ou não, mas o que a torcida que se identifica tá dizendo. Por isso a métrica das redes sociais. É o fundamento que eu uso pra corroborar com a tese.

          Eu digo que a torcida do Grêmio é homofóbica porque ela é parte do Brasil que é um país bem homofóbico. E que, ainda bem, graças a iniciativas como as do Léo Gerchmann em contar a história da Coligay, está em processo de mudança. Daí o “tem gente resistindo”. A maioria – principalmente a que vai ao estádio – ainda chama jogador adversário de “viado”. E isso é homofobia. Quando ela parar de se comportar dessa maneira eu paro de dizer que é a maioria. Se a maioria não é homofóbica seria fácil acabar com esse tipo de comportamento no estádio.

          Saludos,
          Fagner

          • Marcos Piccinini 30 de agosto de 2017 - 16:24

            A maioria. Essa expressão é mágica. Tu não escreveu isso no teu texto tu escreveu: “o torcedor do Grêmio é homofóbico” o que é bem diferente. Agora tu está dizendo que é a maioria. Tenho certeza que tu não gosta de generalizações quando te afetam. Bom já que tu tem as métricas do Twitter, eu te confesso que não tenho toda essa familiaridade com a ferramenta. Te dou sugestão de analisar quantos do mais de 7mi de gremistas foram homofobicos com o Bolaños para vermos se foi a maioria da torcida. Também tu não deve ter lido no que eu escrevi que pra mim tambem não interessa se ele é gay ou não pro debate. Tampouco debati contigo a homofobia nos estádios como tu citou na resposta. Li os livros e tenho profunda admiração pelo trabalho do Leo G.

            O que eu disse é que quem gerou a situação para sair do clube foi o jogador e não a torcida. Meu debate contigo é por discordar da influência da torcida na decisão do jogador. Sinceramente, ninguém vai ir no microfone e dizer que ele traiu a mulher seja como outra mulher ou outro homem e a situação na casa dele está insustentavel. O jogador é responsável pelas suas atitudes. Não a torcida.

            Minha discordância do teu texto é a generalização e o motivo da saída do Bolaños caso isso não tenha ficado claro pra ti.

    • Jose 30 de agosto de 2017 - 16:15 Responder

      Texto baseado em falácia, nada concreto. Segue o jogo.

  • Vinicius Maciel Getz 30 de agosto de 2017 - 12:19 Responder

    Os comentários só reforçam o que o texto disse.

  • Giovani Sartori 30 de agosto de 2017 - 12:54 Responder

    Sou sócio há quase 30 anos e não concordo com nada do que foi escrito. O Miller fez as suas escolhas e o Grêmio não as aceitou, só isso. É como uma empresa que contrata um funcionário pelo belo currículo e, por motivos não profissionais, o desempenho e a dedicação dele não satisfaz o patrão. O Grêmio não pode ficar refém da vontade do atleta em jogar, ele teve todo o tempo para se adaptar, se recuperar e quando mais precisávamos, não pudemos contar com ele.

  • Lucas 30 de agosto de 2017 - 13:30 Responder

    Baita texto. Quem não enxerga a realidade ou chama de mimimi é porque também faz parte dos racistas e homofóbicos.

    • Charles 30 de agosto de 2017 - 14:56 Responder

      Hilarias as respostas, “não enxerga a realidade ou chama de mimimi é porque também faz parte dos racistas e homofóbicos”. Esqueceu que os gremistas são também fascistas e nazistas, “jenio” da logica PC.
      Repito: “O politicamente correto vai matando aos que dele se investem (mas cheios de culpa e razão).”

      OBS.: Bolanos era meu titular no melhor time possível (lugar do Barrios), não ficou porque não quis, por responsabilidade, individualíssima, dele. Foi pena.

      Mas como colocar isso nas cabeças ocas coletivistas educados pelo método Paulo Freire?
      saudações tricolores

  • Jeferson Bueno 30 de agosto de 2017 - 13:56 Responder

    Fagner
    Texto corajoso e realista!
    Os comentários odiosos só demonstra o quanto é irracional uma parte da torcida, que tá mais pra seguidor de Bostonaro do que torcedor do Grêmio.
    Grato por tua lucidez! Continue, apesar dos insultos. Coragem é para poucos.
    Abraço!

  • Guilherme 30 de agosto de 2017 - 14:00 Responder

    Baita texto. Sou gremista, sócio desde 2005 e queria dizer que tu não estás sozinho. Não liga para esse pessoal que precisa afirmar a própria sexualidade a todo momento na internet. Desejo tratamento e cura pra raiva patológica desse pessoal.

  • Guga Türck 30 de agosto de 2017 - 15:14 Responder

    Olha, acessei este site por alguns comentários imbecis no twitter e… beleza! Ganharam um leitor.

    Posso não concordar exatamente com a forma com que se expôs o assunto, mas compreendo. Mesmo assim, incrível a quantidade de fiscal de cú que tem por aí, hein?! Beih…

    E essa da imagem aquela das torcedoras do Bahia?! Li muita gente dizendo que não era racismo… É RACISMO e também XENOFOBIA.

    Bah, o Grêmio tinha que parar de dar guarida pra este tipo de comportamento. Chega disso. Mas não sei se os atuais dirigentes não pensam a mesma coisa. Grande parte do Conselho, talvez quase todo, parece pensar assim. O pessoal anterior, do odono, com certeza pensava – e muitos ainda seguem no dia-a-dia do clube.

    Lutar contra isso fica ainda mais difícil quando tu lidas com a galera que cresceu fazendo uh-uh-uh pra jogador negro na arquibancada e que, passado tempo, não fez autocrítica, e faz hoje do Grêmio seu bastião sagrado, puro e branco, sem “defeitos”.

    Mete a mão na ferida e expura isso aí!

    Ah, e DENEGRIR é um termo racista sim…

  • Guga Türck 30 de agosto de 2017 - 15:21 Responder

    Ah, mais uma – e, pra mim, preocupante…

    Tem que dar uma cuidada, sim, em como expor determinados assuntos, porque ter o apoio de um cara como o tal do Gustavo Fogaça considero bola fora mesmo – vi no twitter isso.

    Abrasssssss

    • Fagner 30 de agosto de 2017 - 15:52 Responder

      Valeu por vir ler a gente.

      Sim, eu também não gosto do Gustavo Fogaça, principalmente porque ele diz que faz análise tática mas a birra dele com o Renato sempre foi maior que qualquer coisa. Não sei se o que ele escreveu foi irônico ou não. Não interessa o que o cara é, a gente precisa falar disso, quanto mais gente melhor. Se ele foi irônico que vá catar coquinho na esquina.

      Saludos,
      Fagner

  • Mano 30 de agosto de 2017 - 15:25 Responder

    Fagner, concordo com praticamente tudo que você escreveu, só acho um erro direcionar quase que exclusivamente à homofobia da torcida do Grêmio. E não que não tenha acontecido.
    Mas eu vejo uma conjuntura homofóbica que vai além disso.
    Sério, a zoeira não partiu do Grêmio. Teve uma campanha até com a colaboração de chacrete.
    Você saberia dizer como estava a relação de vestiário com o Miller?
    Não houve homofobia internamente?
    Acho que as lesões contribuíram muito e esse factoide gay foi só a gota d’água.

    Te pergunto: você viu a torcida do grêmio trabalhando contra e repassando esse conteúdo difamatório com a intenção de mandar o cara embora? Eu não vi isso. Vi uma torcida ansiosa por ver ele voltar.

    • Fagner 30 de agosto de 2017 - 16:07 Responder

      Tu tem toda a razão. É maior que o Grêmio sim. E provavelmente não partiu do Grêmio sim, mas foi comprada por gremistas justamente porque, nessas horas, o cara é mais homofóbico que gremista. Entendo perfeitamente a tua colocação. Mas, olha, se as pessoas da torcida do Grêmio não são em maioria homofóbica não fazem o que é necessário para que o ato de ir ao estádio de futebol não seja hostil aos homoafetivos.

      E aí é o lance da relação do clube com o Miller. O cara, ao que tudo indica, não é gay. Mas foi alvo do boato e ficou com fama (de novo, reações até no nosso facebook a esse texto aqui mostram vários xingando ele como se ele fosse gay). Como os caras que eu citei aqui. Todos saíram do Grêmio. E o Grêmio nunca se posicionou sobre. Nunca disse, por exemplo, que é completamente aberto a jogadores homossexuais e que estimula os atletas e comissão a não terem preconceito. Então o Grêmio não precisa dizer nada pra estar no modo opressor de homoafetivo. E esse é um resultado direto da homofobia (que é o que esse texto trata).

      Então é isso que eu penso: as pessoas passaram isso adiante por algum motivo. Porque acharam engraçado? Homofobia. Se foi porque acharam grave, aí é homofobia. Se foi porque se preocuparam que o jogador possa não render porque está transando dessa forma aí já é homofobia. O único comportamento que não tem influência nenhuma de uma cultura da homofobia é o cara ignorar e não repassar porque ele acha que não tem nada com isso.

      Saludos,
      Fagner

  • Victor Chittolina 30 de agosto de 2017 - 16:57 Responder

    Homofobia é errado. Ponto! Que isso existe em todas as esferas da sociedade, é uma verdade. Entre a torcida do Grêmio, outra verdade. Aliás, o futebol é um ambiente homofóbico, assim como é, historicamente, o Rio Grande do Sul. Una-se as duas coisas, e dá em uma dura realidade.

    É muito errado tratar o fato de a pessoa ser homossexual como algo pejorativo, e os boatos espalhados referentes a ele, sendo verdade ou não – o que, convenhamos, é irrelevante – são apenas mais algumas confirmações que a homofobia é muito viva aqui.

    Só não acho que dá pra afirmar que esse fato foi determinante pra saída dele. Eu, pelo menos, não poderia afirmar isso, mas dependendo das fontes ou do contato com o próprio jogador, pode ser uma verdade. Falei tudo isso pra não parecer que eu defendo quem pratica esse tipo de bullying (ou qualquer outro tipo), só para dar o meu posicionamento acerca da questão levantada pelo autor: do fato de a homofobia ter sido determinante pra saída do jogador.

  • Raony 30 de agosto de 2017 - 20:10 Responder

    A Coligay deveria aproveitar esse episódio lamentável e mobilizar forças, crescer, ganhar espaço dentro do estádio, puxar a torcida. Torcedores de bem apoiarão, tenho certeza.

  • Miguel 30 de agosto de 2017 - 23:47 Responder

    Um blog de gremistas para gremistas..oi?

  • oliver 31 de agosto de 2017 - 12:45 Responder

    Miller saiu por que é máu caráter, porraloka.
    Primeiramente, dizer que ele saiu por homofobia é pura suposição, porque ninguem realmente sabe ainda o REAL motivo. Odorico deu uma encerada lá dizendo algumas coisas, mas ninguem sabe de verdade.
    Outra, o cara vai deixar o Grêmio na mão, no momento que mais precisamos dele e que viraria titular. Tá acontecendo um desmanche no time.
    Jogador de futebol não é uma profissão fácil. É pressão intensa a todo momento, cobrança forte, xingamento e “torcedor pegando no pé”. Não aguenta isso, então escolhe outra profissão, pois jogador de futebol é esporte para homens, não para “muleques”, que escutam xingamentos e ofensa “em terras ermas, estranhas” (como se o Brasil fosse assim), e sai chorando pra outro país com o rabo entre as pernas.
    Na minha opinião é isso, Miller é “Muleque”! Nem pra dar satisfação para milhões de torcedores que torciam pela volta dele logo e esperavam vê-lo jogando com a tricolor novamente.
    Acho, sinceramente, que achar que a culpa é homofobia é pura demagogia, Fagner. Tá encontrando pêlo em ovo, quando ninguem sabe o real motivo da saída dele (exceto de que foi “muleque” e correu chorando pra outros lados)!!!

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