Reclame: Bahia 1 x 0 Grêmio

0 Postado por - 24 de setembro de 2017 - Artigos

Podemos reclamar por muitos dias, do apito soar após o mergulho estilo Didi Mocó de Edílson dentro da área nos acréscimos. Podemos imitar Kannemann a semana inteira, desenhando um retângulo com a ponta dos dedos e solicitando o suposto árbitro de vídeo. Podemos, por termos razão.

Mas não podemos de todo reclamar de um resultado que não tivemos competência para evitar.

Porque do Chuí ao Oiapoque e mais além, passando por São Salvador da Bahia, uma das regras não escritas mais importantes do futebol é: quem não faz leva. De qualquer jeito. Aos 50 minutos do segundo tempo. Com gol de pênalti inexistente. Leva.

Não que a correria improdutiva do Bahia, avistada especialmente na primeira metade do primeiro tempo, preocupasse para além da possibilidade desta outra regra não escrita do futebol – o gol cagado – entrar em campo.

Não fosse Paulo Victor calcular mal a distância e quase cair dentro do gol com a bola ou o joelho de Bressan desviar um chute de fora da área (para a alegria dos habituais, mas já meio deslocados no tempo e no espaço, detratores do zagueiro), não parecia que o Bahia fosse de fato chegar ao gol.

Quando, no segundo tempo, a entrada de Allione resultou em algumas jogadas menos afoitas e a de Edigar Junio, em ataques com mais efetividade, a defesa do Grêmio estava lá. De boas. Perdendo apenas para a lei da gravidade e – digamos assim – a coincidência de dois árbitros vesgos verem a mão de Edílson bater em alguma coisa na queda. (A perninha de Allione? A bola? No que foi, afinal?)

Porque “quem não faz leva” é uma regra tão infalivelmente aplicada que vale tanto para equipes que muito tentam e por azar não fazem, como para aquelas que abdicam de aproveitar o fato de estarem com seu meio campo titular dominando e cadenciando o jogo como sempre.

Em suma: por falta de ataque, nada fizemos.

Arroyo pode ter sido estatisticamente infalível, com poucos passes errados, mas sobraram passadas de perna sobre a bola e faltaram assistências. Ramiro, deslocado para a única função que talvez ele não dê conta nesta sua carreira de imenso peladeiro, tampouco abriu espaços. Jael, afora ser ridiculamente alvo de xingamentos homofóbicos da torcida do seu ex-clube, nem se viu.

Na linha de frente, então, restou Fernandinho, tentando mais do que realmente sabe fazer. Na base da lógica da água mole em pedra dura, tanto dribla até que fura, tem se mostrado uma solução viável. Mas hoje não deu.

Tanto dribla até que fura, só que não (Foto: Felipe Oliveira/E.C. Bahia)

Então o Grêmio dependeu de Michel, Cortez, Edílson e, claro óbvio por supuesto, Arthur. Ou seja, permaneceu no meio campo, distribuindo bem a bola para dois laterais que andam jogando bem mais do que se esperaria deles, mas que não encontraram muito o que fazer ao chegar no ataque. Pelo menos até Patrick e Éverton entrarem em campo, meterem bola na trave, chute cruzado, qualquer coisa para além do nada.

E o Grêmio sem muito fazer até o quarto final do jogo, levou.

Reclamemos, pois.

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3 + comentários

  • Gilso 25 de setembro de 2017 - 17:23 Responder

    Buenas…

    Reclamação Nº 1: Jael não pode vestir a camisa Tricolor.
    Reclamação Nº 2: Ramiro não pode ser armador e alguém tem que chegar no Renato e dizer isso.
    Reclamação Nº 3: Porque não houve nenhum post falando sobre a classificação do Grêmio para a Semifinal?

    Abraços.

    #ReideCopas

  • Mano 27 de setembro de 2017 - 10:23 Responder

    De melhor ataque do Brasil passamos a ataque de asma em 1 mês. Preocupante. E não apenas no brasileiro.
    Na Copa do Brasil o time já dava sinais, mas faltavam só 4 jogos e dava pra tentar ganhar na marra.
    Mas na libertadores o furo é mais em baixo. Precisamos urgente a volta do Luan.
    O time ter que se reinventar em setembro é pra fuder o c… do palhaço.
    E o pior, de não ganharmos a libertadores vamos encerrar o ano de forma melancólica.
    Porque o desinteresse e desmobilização no brasileiro é tão grande que em 4 rodadas o time tem tudo para estar fora do G4.

  • Ezio 6 de outubro de 2017 - 17:07 Responder

    Morreu o Gremio Libertador ? Onde estão os textos ?

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