Um Grêmio muito superior: vitória em Minas

3 Postado por - 26 de outubro de 2016 - Artigos

Um Grêmio muito superior desfilou categoria hoje no Mineirão. A vitória de 2×0 foi gigante. Se em casa o importante é não levar gols, fora de casa deixa é obrigatório marcar. E criamos uma situação super tranquila para a partida de volta. Um Grêmio Copero, do cala-boca, do queremos a Copa. No confronto dos Higlanders, dos maiores vencedores da competição, só pode haver um. E o Grêmio vai indo muito bem para mostrar quem é que é mestre de Copas do Brasil. Uma vitória lá depois de 18 anos. Agora é lotar a Arena no dia 2.

Um primeiro tempo de luxo do Grêmio. Aquele camaleão copero que sabe se adaptar às cores do jogo mais uma vez se manifestou. “O time do Grêmio dá a bola pro adversário”, eles disseram. Pois bem, o time foi senhor da posse de bola. Com passes de lado, cadenciando a partida e encontrando espaços o tricolor foi imensamente superior que o seu adversário.

Se foram poucas chances de gol, bem, elas foram praticamente todas do Grêmio. Tirando a primeira cagada que o Edílson fez, criando a única oportunidade do adversário – bem defendida pelo Grohe. De resto só o Grêmio. Teve bolas de fora com bastante perigo: duas do Edílson e uma do Ramiro. Essa última até mostrou um lance absurdo: o goleiro espalmou, Pedro Rocha protegeu a bola e ela saiu pra lateral. O juiz deu pro Cruzeiro.

Mas o resultado já estava construído em uma jogada que calou a boca de 90% dos cornetas do Grêmio do Renato. Se contra o Galo no ano passado, ali mesmo em Minas, o Grêmio do Roger ensinou como contra-atacar, esse do Renato, contra o Cruzeiro, ensinou como abrir uma defesa até fazer o gol. Aquele que não sabe treinar mudou o posicionamento do Douglas pra esse jogo – tava mais adiantado que o normal e encontrando os espaços entre linha da defesa. Isso acabou com a ideia de defesa do Mano Retranca.

E foi assim, com superioridade numérica na intermediária do adversário que o Grêmio ficou com a bola por uns um minuto inteiro, trocando a bola de lado, de pé em pé (23 toques de bola até o chute) até ela ir para a esquerda. O último e decisivo foi do Luan, depois de dominar, para meter um GOLAÇO de cobertura pra abrir o marcador. O Grêmio não foi só superior: foi amplamente superior.

Luanel luanelizou. Foto: Lucas Uebel/Grêmio Oficial (via Flickr).

Luanel luanelizou. Foto: Lucas Uebel/Grêmio Oficial (via Flickr).

Para o segundo tempo voltamos sem o capitão Maicon, que saiu com dores no tendão. Em seu lugar entrou Jaílson. Mano não acreditava tanto no Pedro Rocha que tirou o lateral e botou um atacante. Logo o início duas boas chances do Cruzeiro. A primeira em falta do Kannemann frontal que o Cruzeiro meteu pra fora. Depois em um contra-ataque 4×2 que o Sobis bateu e desviou no Geromel pra defesa do goleiro. Foram aqueles 15 minutos esperados de pressão do mandante.

Mas era claro que o Grêmio perdia em posse de bola com a ausência do Maicon. Mas ainda restava o contra-ataque: bola lindamente roubada no meio, Ramiro recebeu em condições e lançou Douglas. Naquela posição mais adiantada, matador, centroavante, tocou no cantinho e fez o 2×0. Aí os outros 10% de corneta simplesmente desfaleceram. Renato, Douglas e Luan mandaram beijos pros críticos.

Aí o Grêmio foi usar a camisa de copero e abriu mão de ser superior. Com a superioridade no marcador, ficou descaradamente atrás da linha do meio de campo amorcegando a partida. Em um lance bumba-meu-boi uma bola cruzada pelo Sobis ia chegar livre no centroavante, mas aí o Pedro Geromel tirou. Em seguida, saiu o Pedro Rocha e entrou o Everton. A ordem das coisas me lembrou aquele velho ditado de dois Pedros, duas medidas.

O Grêmio praticamente não sofreu sustos até o final do jogo. E com mais chances de fazer o gol em contra-ataques. Kaio ainda entrou no lugar do Luan,  para fazer a função que fez contra o Santos. E a vitória veio tranquila, incontestável. Agora são os reservas contra o Figueirense e foco na classificação pra final.

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11 + comentários

  • Félix Nuñez 26 de outubro de 2016 - 23:08 Responder

    Tô mais louco que o Bozo. Jogasso!

    Eu comento aqui há anos. Sempre fui um apreciador do trabalho do Renato desde 2010. Mas nessa passagem, honestamente, não consegui ver muito ainda o dedo dele. Pra mim, esse time de hoje foi totalmente Roger. Ate mesmo o posicionamento do nosso craque Douglas.

    Mas, enfim, não tô preocupado com isso. Esse time é o Grêmio e se tivermos essa mesma atitude e pegada estaremos na final. O Grêmio concentrado e focado dificilmente perde. AplaudI ate o Pedro Rocha. Mas ainda prefiro o Everton!

    Parabéns Gremião. Não perde o foco!!!!

    • Ezio 27 de outubro de 2016 - 00:06 Responder

      Felix há sim o dedo do Renatão. O time parece mto mais focado e dando a seriedade que uma partida de playoff exige. Coisa que sentia falta no Roger. Apesar de ainda ter o que melhorar na bola alta o time hj está mais ajustado. Só lembrar que as marias cruzaram bolas em cima de bolas pelo alto e a defesa aliviou todas… Talvez tu não esteja reparando pq ele não mexeu no que o Roger implantou de melhor que foi a valorização da posse de bola…

  • Filipe 26 de outubro de 2016 - 23:19 Responder

    Nos últimos jogos da Copa do Brasil tenho visto o Grêmio Copeiro dos anos dourados que vivemos. Catimba quando necessário, morde na medida e ataca de maneira precisa, quase cirúrgica. Tá difícil não se empolgar! São três jogos para o tão sonhado caneco. Se eu pudesse estaria na arena para empurrar o time para mais uma final de Copa do Brasil.
    P. S. : não podemos deixar a empolgação prevalecer… mas que esta semi já está no papo isso eu tenho certeza!

  • Ezio 26 de outubro de 2016 - 23:28 Responder

    Saudações tricolores a todos !!! Estou rindo a toa e corneteando meio mundo no whatsapp… Renatão é um cara que sabe tudo de futebol… Não mexeu no que mais funcionava no time que era o toque de bola que o Roger implantou e ainda está consertando a defesa… As marias mandaram bola alta em cima de bola alta e Geromel e Kanneman deram conta de todas… Douglas cresce sob a tutela do Renatão e Luan deu uma bica na má fase… O melhor que o Renatão está fazendo é acrescentar o que faltava no time que o Roger implantou que é a seriedade que um play-off exige… O time estava bem mais ligado e motivado do que foi no GREnal… Estou ate agora rindo a toa só uma tragédia do tamanho da Arena nos tira da final !!!!

  • Valdo 26 de outubro de 2016 - 23:35 Responder

    Foi um jogo perfeito do Grêmio. Controlou totalmente a partida, não deixou o Cruzeiro chegar com perigo. O primeiro gol foi uma aula de futebol, lembrando um certo time da Cataluña.
    O time do Cruzeiro tem boas individualidades, mas não está ajustado como já foi.
    Eu conheço o Grêmio e sei que às vezes esse time joga bom futebol, com todas as suas limitações. Mas há que se fazer justiça. O Grêmio de hoje, foi aquele Grêmio do Roger e não do Renato.
    Faltam 90 minutos e temos uma grande vantagem. Rezarei para que o Grêmio do próximo confronto continue nesse ritmo e que o Cruzeiro também hehehe.

  • Mano 27 de outubro de 2016 - 06:45 Responder

    Grande vitória. Se o Roger tivesse a virtude do Renato de deixar o time mais tranquilo e Maduro em campo seria um treinador pronto.
    Será que os dois não aceitariam treinar juntos o Grêmio ano que vem?
    É meio piada, mas ao mesmo tempo poderia ser inovador. Tipo futebol americano que tem treinador de ataque, de defesa, etc.

  • Artur Wolff 27 de outubro de 2016 - 08:56 Responder

    Parece que Luan, Douglas e Wallace estavam de aniversário ontem de noite.
    Já vimos esse filme. Tudo deu certo e o Grêmio conseguiu utilizar um potencial que o torna um bom time quando todas as peças jogam bem ou no mínimo ninguém dá uma cagada que comprometa.
    Os ares de BH tem feito bem pro Grêmio pois a partida semelhante, a esse nível foi contra o Atl. Mineiro no 1º turno.
    O GRANDE problema do Grêmio se chama REGULARIDADE, CONSISTÊNCIA.
    Tenho uma tese que este grupo de jogadores tem que entrar “cagado” em campo. humilde ciente de suas limitações; aí conseguem fazer uma partida que nem a de ontem.
    O que tem se visto, paradoxalmente, é que as grandes vitórias, os bons momentos levam a atuações ruins e derrotas inesperadas, talvez por este mecanismo de se achar mais do que realemente é.
    Vamos ver se foi aprendido alguma coisa e o Grêmio entra para estas 3 partidas, mais importantes dos últimos 15 anos, sem ufanismos, ciente de sua GRANDES limitações mas consciente que pode repetir partidas próximas como as de ontem
    PS: Com o Atl. Mineiro o furo vai ser mais embaixo. A defesa não é grande coisa, mas o ataque……Esse Lucas Prato, para mim, é o melhor jogador em atuação no Brasil atualmente.

    • Ezio 27 de outubro de 2016 - 09:01 Responder

      Walace pra mim destoou ontem… Foi inventar de dar passe de calcanhar e armou o contragolpe das marias onde o Grohe pegou depois de o Sobis chutar prensado com o Geromel… Tenho otimismo que essa regularidade vai vir… O GREMIO novamente encarou a partida com a seriedade que um playoff exige, foi assim contra as peppas (mais no jogo da Arena, no Allianz Parque um pouco mais quando o Renatão mandou o Everton a campo) e agora contra as marias. Concordo que com o CAM o furo vai ser mais embaixo mas é um adversário plenamente batível.

  • dexter holland 27 de outubro de 2016 - 10:42 Responder

    Depois de uma vitoria dessas, o cara entra aqui pra ler os comentarios da galera e so’ lê “Roger, Roger, Roger”, Chega de viuvez. Talvez se fosse o Roger estariamos agora lamentando uma eliminação para o Palmeiras na rodada anterior, assim como aconteceu ano passado para o fraquissimo Fluminense.

    Não é questão de Renato ou Roger serem ou não técnicos de futebol e sim se o perfil de cada um deles é adequado para o clube e para a situação que se vivencia.

    • Valdo 27 de outubro de 2016 - 11:01 Responder

      Acho que todo mundo sabe que o treinador é o Renato.
      Os comentários foram em relação a postura tática do time em campo, que claramente não representou a idéia de futebol normalmente formatada pelo Renato, mas sim do treinador anterior. Apenas isso.
      Fique a vontade para dar a sua opinião, sem denegrir a dos outros.
      Depois de uma vitória dessas, eu vou seguir acreditando que temos um time limitado e que continuamos 15 anos sem titulo importante. Falta 1 jogo, mas podem faltar mais 2. Sigo rezando…

  • Ricardo 28 de outubro de 2016 - 11:05 Responder

    Texto excepcional, umas das poucas críticas que não vi ninguém mencionar foi durante a substituição do Pedro Rocha. Ele foi fundamental para o que o Grêmio propôs no jogo, mas não precisava ter saído correndo para a entrada do Everton quando poderíamos ter ganho alguns minutos nessa substituição com ele atravessando o gramado caminhando, faltou malandragem nesse momento específico.

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