Velozes e furiosos: Grêmio 3×0 Avenida

1 Postado por - 25 de março de 2018 - Artigos

O Grêmio encarou uma Avenida em Santa Cruz na semi-final do Ruralito 2018. E não se fez de rogado. Aproveitou a presença do juiz Vin Diesel para encenar um novo Velozes e Furiosos. O 3×0 escancarou a diferença entre os elencos. E poderia ter sido muito mais. Mas o importante foi passar de fase e garantir uma boa folga para o jogo de quarta, na Arena. Ainda mais contando com a ausência de Kannemann, suspenso, além do Geromel, na Seleção. Mesmo que muitos ainda não confiem em Bressan e Paulo Miranda é muito difícil que o Grêmio leve 4 gols com essa escalação.

Da mesma forma que os outros filmes da franquia, esse começou com pirotecnia. Logo no início paw, bam, pow, rhhhhhhh e golaço do Ramiro. O baixinho destro meteu de esquerda, em curva, no ângulo do arqueiro avenidense. Daquelas que, claramente, os críticos dirão:

A velocidade que o Grêmio imprimia naquela Avenida era tamanha que, logo em seguida, depois de muitas ultrapassagens e drifting, eis que Jael surge pela ponta esquerda e tenta o cruzamento. A bola bate inadvertidamente na mão do Itaqui e Vin Diesel marca pênalti. Colorados dirão que é gremista, eu direi apenas que ele não é cego. Aí era momento para chamar um especialista para bater a penalidade: Luan. O camisa 7 acertou todos os que tentou (nessas horas o pessoal esquece as estatísticas) na temporada e decretou o 2×0.

No final do primeiro tempo o Velozes e Furiosos: Missão Santa Cruz passou  a trazer a sua carga de drama. Mais uma vez o Grêmio sofreu no que vem a ser o seu calcanhar de Aquiles de 2018. Nem tanto a bola aérea (estamos tirando muitas bolas desse tipo da área), mas não ter a segunda bola, seja porque tem muita gente dentro da área ou porque dão um bicão quando conseguem. Toda a vez que o Grêmio fez isso levou outra bola aérea. Aí não tem matemática que resista: se cruzarem 45 bolas e tirarmos 44, sofrendo um gol, vão dizer que o problema é a bola aérea. Não, é a falha em evitar os cruzamentos na área o nosso maior problema. É claro que quando ela é responsabilidade do juiz marcando faltinhas inexistentes na nossa intermediária ofensiva (como nos momentos em que o Inter foi “”””superior””””” ao Grêmio nos três grenais) não temos o que fazer. Mas não foi o caso hoje. Muito escanteio e muito bicão é pedir pra se complicar.

Luan marcou mais um. Foto: Lucas Uebel/Grêmio Oficial (via Flickr).

Mas voltando pro segundo tempo depois de 16 minutos de conversa o Grêmio voltou a cuidar da bola e controlar o jogo. Não sofremos mais praticamente nada e partimos com mais velocidade ainda para os contragolpes. Velozes e Furiosos: Missão Santa Cruz passou a ser aquilo que todo o fã da franquia deseja – um time esmerilhando e chegando sempre com muita gente dentro da área, enchendo linguiça até o filme acabar.

E no finalzinho do jogo foi a hora do herói aparecer e fazer o impensável. Tal qual um improvável e imortal Paul Walker, Arthur recebe a bola de um Everton turbinado pela esquerda. Parecia que a manobra ia dar errado, que o mocinho ia ser batido. Mas num clique do nitro, uma puxada na bola tira dois adversários que colidem violentamente e, caindo, dá o tiro de misericórdia na saída do goleiro.

Mas nem tudo seguiu o roteiro de Velozes e Furiosos. Kannemann levou uma multa e não poderá jogar a partida de volta. Esperamos que o Grêmio não pise no freio e siga passeando na Avenida agora em Porto Alegre. Estamos com duas rodas na final – e torcendo pra não capotar. Quarta tem mais, pra fechar a manobra e dar um zerinho dramático.

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