Grêmio Libertador

Domínio e classificação

Já são 14 jogos sem saber o que é uma derrota. Desde o dia 14/02, quando perdemos para o Veranópolis, na Arena. O “ultrapassado” Felipão vem seguindo na sua velha política: protegidos contestados no time titular, reclamar muito da arbitragem, blindar vestiário e futebol de resultado. E, com isso, sempre chegando. Agora em mais uma fase da Copa do Brasil.

Eles vieram num 4-2-4, praticamente, visto que a linha de frente do que seria 4-1-4-1 pressionava nossa saída de bola. Além disso, marcação individual no Douglas (o Neto, 7) e, se não isso, quase, no Luan (Negreti, o 5). Mas a vantagem técnica era muito grande e conseguíamos trabalhar a bola porque ainda sobravam Giuliano, Maicon e até o Bastos. A presença no ataque do Matíaz fazia com que tivéssemos um 3-4-3 por diversas vezes, com Luan e Giuliano entrando bastante e uma linha com os dois volantes, o Douglas e mais o argentino como opção. Mesmo com marcações dedicadas, era difícil marcar todo o mundo.

O resultado foi um primeiro tempo de muito domínio. Logo dentro dos dois primeiros minutos já tivemos a primeira chance com o Douglas (que reclamou toque de mão do zagueiro que impediu o gol). Depois belo chute no canto inferior esquerdo do Giuliano que só não foi gol pela elasticidade do goleiro. Seguiu-se um belo arremate do Luan, pra fora, em ótima enfiada do Giuliano. Depois, mais um petardo do nosso 11. Aí, mais um belo chute do Luan, na trave. Aos 30 minutos, um milagre do Campinense: Braian Rodriguez chutou, o goleiro pegou; no rebote, Giuliano bateu, o zagueiro tirou, ele bateu novamente e, com mais um desvio, escanteio. Campinense teve duas boas chances, mas o domínio era amplamente nosso. Aos 35, mais um erro ridículo de cabeça do Braian (segunda seguida, diga-se). No fim do primeiro tempo, mais uma boa chegada com conclusão do Marcelo Oliveira. Uma chuva de tentativas, quase todas no gol. Só que faltou ele.

No segundo tempo, a troca padrão do Braian pelo Yuri. Mas com uma alteração mais inesperada: o Wallace na vaga do Bastos. Provavelmente para deixar o 4-1-4-1 mais organizado, liberando o Maicon pra fechar de vez a linha mais a frente e fixando um volante na frente da zaga. Logo na sua primeira participação, ainda antes dos cinco minutos, Yuri conseguiu um bom chute a gol, que quase sobrou pro Giuliano na rebatida do goleiro. Outra chance só bem depois, aos 11, com ele novamente, em boa colocada de bola do Douglas – mas não acertou a goleira. Aos 15, mais um pivô do Mamute e uma conclusão perigosa, por cima do gol, do Luan. E em mais uma ótima parede do Yuri, “cruzamento” do Marcelo Oliveira, furada monstra entre Luan e Giuliano, mas conclusão perfeita do Douglas: 1×0, finalmente. Digno de nota: na saída do centroavante, OS TRÊS MEIAS estavam dentro da área. 2014 é, cada vez mais, passado distante.

Douglas, o cara. Foto do Lucas Uebel/Grêmio Oficial

Depois do gol o jogo seguiu só para um lado. Aos 21, depois de boa triangulação, um arremate horroroso do Giuliano. E aí o jogo amornou de vez. Só aos 27 conseguimos novo arremate, com o Luan, concorrendo com o nosso 11. Já o Campinense mudava, mudava, mas não mudava muita coisa. O domínio ainda era nosso. Aos 32, última alteração do Grêmio: saiu o autor do gol, Doga 10 Goró, e entrou o Lincoln. Quatro minutos depois, ele girou sobre o zagueiro e conseguiu chutar na goleira mais uma vez. Aos 38, boa triangulação e arremate do Luan, tão fácil quanto o do nosso meia da base. Em seguida, gol impedido bem anulado do Lincoln, depois de uma boa defesa do goleiro em um chute mal concluído do Giuliano (mais uma vez a Globo errou onde por a linha de impedimento na transmissão). 43, boa jogada pessoal do Maicon, que girou bem sobre o zagueiro, mais um arremate fraco e no meio do gol. Nos descontos, num bate rebate, a bola sobrou pro Lincoln que não desperdiçou: 2×0, fecha a conta e passa a régua.

Foi um monólogo na Arena. E um festival de chances desperdiçadas. Mas classificado pra próxima fase. Que venha o CRB.

 

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